Reflexões sobre o Fenecer

O Dia de Finados que comemoramos no dia 2 de novembro, é celebrado em muitas culturas em dias específicos, sob diferentes religiões e rituais. Foi instituído pelo cristianismo no século X para que os vivos, pela da oração, ajudassem na purificação da alma dos falecidos.

Independentemente da tradição de cada país, todos fazem uma conexão com a impermanência e a finitude. Paradoxalmente, aqueles que amamos não findam em nossas vidas, pois se tornam eternos em nossos corações.

No luto podemos honrar as lembranças. Para seres humanos, portadores de almas plenas de pensamentos e sentimentos, a morte é imortal.

A pesquisadora e médica Elizabeth K. Ross diz que a morte não é outra coisa senão uma transição frente a outros estados de consciência. Em” A Roda da Vida”, ela revela experiências que a levaram a conhecer o devir da vida pós mortem, e assim deu início ao movimento de ética e dignidade ao término deste ciclo. Com seus seminários, ajudou pacientes a resgatar uma existência mais plena e autêntica.

O Processo Hoffman de cura emocional, validado por universidades internacionais de Medicina e Psicologia, nasceu do compartilhamento de conhecimentos entre dois pesquisadores da psique. Um deles, o Dr. Siegfried Fisher, já se encontrava em um estágio da consciência além do limiar da morte.

O Processo Biográfico, inspirado nas orientações de Rudolf Steiner, e desenvolvido no Brasil pela médica Gudrun Burkhard, tem sua fundamentação na primeira etapa que a alma percorre logo após a morte física onde vê sua vida inteira retrospectivamente. O objetivo deste trabalho é, em antecipando em vida esta visão panorâmica, criar um estado mais desperto de consciência que nos conecte à verdadeira Identidade Espiritual.

A imagem que ilustra esse post, A Vida e a Morte, de Gustav Klimt, convida à reflexão sobre o tema. Ao olha a obra, composta por um mosaico que se divide em dois, percebemos que ambas as partes são completamente encaixáveis, um se acopla à outra.                                                 

Morte e vida, um moto contínuo complementar.

Eliane Utescher

Psicóloga  /  Terapeuta Biográfica

Published in: on 07/11/2022 at 7:30 p11  Deixe um comentário