A Meditação

“Quando o ser humano começa a fazer meditações, ele realiza, por seu intermédio, o único ato realmente livre nesta vida humana” Rudolf Steiner

Muitas são as correntes filosóficas que instruem diferentes formas de meditação através de leituras, repetição de sons, momentos de silêncio, movimentos e/ou posturas corporais.

Alguns benefícios já são largamente comprovados pela ciência, como por ex., o aumento da vitalidade física, imunidade, bem estar emocional, incremento da concentração e da capacidade produtiva, redução de stress.

Dentro da abordagem antroposófica, a prática meditativa está intimamente associada ao desenvolvimento de uma jornada individual de autoconhecimento e aprimoramento do caráter, conforme descrevemos no post sobre Caminho Interior.

Uma vez que o ato meditativo amplifica o que subjaz na alma, e ele, por si só, não garante que o praticante desenvolva uma conduta ética, é essencial uma trajetória mais cuidadosa e segura para sua realização.

O propósito da meditação neste âmbito é, para além de qualquer ideologia, realidade transcendental ou benefício pessoal, uma ação individual livre e de vontade própria em busca de estados superiores de consciência cujos frutos são devidamente compartilhados no mundo. Ela permite que nos tornemos mais humanos e despertos para o cotidiano da vida.

O legado de R.Steiner, com realizações no campo social, artístico, da saúde, educação, agricultura, economia, é uma inspiradora imagem da Meditação, que é o fundamento de todo o conhecimento da Antroposofia.

Eliane Utescher

Psicóloga / Terapeuta Biográfica

13/03/2020

Published in: on 03/04/2020 at 7:30 p04  Deixe um comentário  

Caminho Interior

Claude Monet

Um tema fundamental para a compreensão do significado, da abrangência e da profundidade da Antroposofia, é o que Rudolf Steiner denominou de Caminho Interior.

Como a própria palavra já diz, trata-se de uma jornada individual de auto- conhecimento e auto- desenvolvimento que consiste, inicialmente, na prática de vários aspectos e atitudes mais nobres da alma, como tolerância, gratidão, compaixão, assim como o controle e a contenção de impulsos ligados à nossa natureza mais primitiva, como a cólera, a vaidade, a inveja.

Ao longo de toda sua obra, podemos encontrar inúmeros exercícios e indicações para o fomento de tais características. Momentos de paz interior, de silenciosa observação do mundo e de si mesmo, fazem parte do cotidiano daquele que busca em plena consciência e livre arbítrio, o aprimoramento de sua humanidade.

Colocando em termos da linguagem da Psicologia, podemos dizer que este tema está relacionado ao desenvolvimento do Ego na direção do Self, da depuração das necessidades mais instintivas da nossa constituição, em favor de qualidades éticas e humanas mais elevadas.

Para a Ciência Espiritual, a evolução caminha na passagem de comando do nosso eu inferior, para o nosso Eu Superior, nossa verdadeira identidade.

Em resumo, como assinalado acima, o cultivo desse, por assim dizer, treinamento, representa uma etapa inicial deste Caminho Interior, um preparo indispensável para a lapidação do caráter afim de que possamos adentrar com mais segurança no âmbito da Meditação propriamente dita.

Mas esse é um tema para um próximo post.

Eliane Utescher

Psicóloga / Terapeuta Biográfica

15/11/2019

Published in: on 03/04/2020 at 7:30 p04  Deixe um comentário